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domingo, 14 de setembro de 2008

Em viagem...


Em Setembro de 2006 fui à Croácia.
A expectativa que tinha em relação a este país, era, confesso, o descobrir os vestigíos da guerra sangrenta entre Croatas e Sérvios e perceber um pouco das razões do ódio,... entre estes povos da antiga Juguslávia.
A expectativa foi superada,...:))... agora perceber as razões do ódio é que foi pior.
Porque, mesmo passados mais de 10 anos sobre o fim dessa guerra,... senti que dificilmente a harmonia entre,... Croatas, Bósnios e Sérvios um dia acontecerá.
A guia que nos acompanhou e que falava fluentemente português, assim me fez sentir.

Estas duas fotografias (a 1ª desconheço o autor a 2ª é minha)...representam, para mim, o incompreensivel e o compreensivel,...o bem e o mal,...a profunda dor e a perfeita harmonia,...o feio e o belo,... a guerra e a paz,...a morte e a vida.
Fotografei esta foto (1ª) que estava exposta na rua em frente ao museu dedicado à memória de toda a população de DUBROVNICK,...que durante 3 meses foi cercada e bombardeada por milhares de bombas do exército Sérvio.
DUBROVNICK ficou completamente destruida,...centenas e centenas de homens, mulheres e crianças morreram.

Passados 10 anos o que encontrei foi uma cidade linda de morrer totalmente reconstruida.
Está, rodeada pelo mar Adriático com dezenas de ilhas que se avistam a poucos km.
Tirei esta fotografia, no dia 25 de Setembro de 2006.
Num dia em que a vida em DUBROVNICk, é compreensivel, bela e cheia de vida.
Adorei lá estar,... almoçamos ali mesmo à beira do Adriático com uma ilha no horizonte...:)) comi uma pizza,...que me soube como nenhuma outra até hoje...:))
O bom de viajar é isto mesmo,...é sentir que aquele dia valeu a pena.
E a Croácia é lindissima.


AH,...já agora Verónica, foi neste dia que enviei uma mensagem e tu respondeste...:)))

domingo, 15 de junho de 2008

A Pirâmide Perfeita


Parto sempre do principio que viajar é acima de tudo, uma forma de aprender descansando.
É com esse espirito que faço a mala e lá vou eu,... até onde o dinheiro que tenho na altura me pode fazer chegar...
Aos outros, onde o dinheiro não chega, vou sonhando,...pode ser que um dia consiga.
Foi o caso desta viagem que fiz ao México. Já lá tinha ido muita vez em pensamento, mas desta vez, o corpinho que transporta a minha alma esteve lá,...no lugar onde uma civilização genialmente culta e esclarecida em todas as áreas, desde a politica, ciência, religião até à importância cultural e social que teve naquele período, o mundo Maia-Tolteca, na peninsula do Yucatan, onde se fica com a sensação de que os conhecimentos e tudo o que deixaram, é uma incógnita para nós.
Quando se entra em Chichén Itza, entra-se num mundo quase perfeito e sobredotado, onde é dificil penetrar e perceber os códigos, as posições dos monumentos, os porquês de tudo aquilo bater certo com o universo extra terreno e como foi possivel isso acontecer...
O nosso guia, um homem de 73 anos,...esmagador em sabedoria e energia fascinou nos com as explicações que dava daquele povo e daquele maravilhoso e valiosíssimo complexo arqueológico, deixando no ar....que aquela civilização teria vindo de outra galáxia ou que teria recebido informações extraterrestres. É uma teoria que não me causa espanto, porque acredito piamente que não somos os únicos no Universo...e aquele lugar, Chichén Itza, onde no centro está, esta Pirâmide de 365 degraus distribuidos por 4 escadarias, que sobem 30 metros até ao cimo do templo, dedicado ao Deus Serpente Kukulcán e todos os outros monumentos que a rodeiam, são de uma perfeição de cortar a respiração e todos cheios de simbolismos, códigos e onde os rituais e os sacrificios religiosos que se praticavam na altura pelos Maias e Toltecas, são evidentes e isso impressionou me pela violência dos sacrificios humanos comuns no auge dessa civilização.
Até hoje, ainda não se sabe explicar o verdadeiro declinio e desaparecimento desta fabuloso povo em tão curto espaço de tempo....O nosso guia, deu-nos uma das prováveis hipóteses,... a falta de água naquela peninsula do yucatan, todos os recursos de água existentes secaram e daí a extinção duma civilização que nunca quis sair dali, nem tão pouco desvendar o SEGREDO da sua existência e sabedoria.
A todos os que puderem um dia lá ir, fica a certeza de valer a pena...
Resta ainda dizer que houve tempo para belos mergulhos no mar do Caribe, de água tão quente que até enjoa...e para beber muita Tequilha...que me fez deitar o jantarinho todo pra fora a caminho do hotel...tal era a bebedeira...já para não dizer que estivemos à beirinha de dormir ao relento, porque o resort quando a escuridão da meia noite chega, tem trancas à porta...então vá de gritar e lá veio o mexicanito com um grande sorriso na cara, ...só podia estar a gozar com a nossa,...abrir nos os portões em grande estilo e indicar que não precisavamos de gritar, bastava tocarmos à campainha...que estava mesmo ali ao lado...
Enfim, a culpa foi da Tequilha.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Ser Livre

Haverá maior prazer do que ser livre?!
Livre de pensar, livre de falar, livre de sentir, livre de estar, onde se quer estar,... com quem se quer estar,... livre de ter o que se quer ter,... quando se pode ter.
Haverá maior prazer do que voar???...
Estes homens voadores quando chegaram ao chão,...tinham todos um riso na cara,...não para agradar ao turistas nem para ficarem bem na fotografia,...não,...não era esse o riso que eles tinham,...era mesmo a sério.
Eles tinham aquele riso de quem por uns breves segundos,...se sente verdadeiramente livre.
Foi o que eles me fizeram sentir,... que o maior prazer é por instantes,... podermos ser livres e, sobretudo, podermos ficar livres de tudo.